quinta-feira, 6 de outubro de 2016

PROJETO DE LEITURA 2016- CAETANO DE CAMPOS- ACLIMAÇÃO


ESCOLA ESTADUAL CAETANO DE CAMPOS - ACLIMAÇÃO

PROJETO DE LEITURA- 2016

PROFESSORA DR.ª VERA LÚCIA GRANDO



OBJETIVOS:O Projeto de Leitura-2016, na Escola Caetano de Campos, há como objetivo em relação aos alunos da escola:

.Fluência na leitura.

.Enriquecimento de vocabulário.

.Contato com o desconhecido, com o que não faz parte do cotidiano

.Despertar o gosto, o hábito de leitura do leitor .

. Fazer pontes com as  diversas áreas do conhecimento.

.Enfrentamento, perder o medo e a timidez no ato de leitura.

.Saber ouvir o outro a ler.

.Fazer fazer leitura em voz alta.

.Discutir e argumentar temas.

.Interação entre alunos.

. Interdisciplinaridade.

. Obter pontos para composição das notas bimestrais.



SUJEITOS: Ensino  Fundamental : 7 ano B, 8ano A. Ensino Médio: 1 A, 1B, 1C, 1D.

MATERIAL: Foram eleitos livros da Biblioteca da Escola Caetano de Campos, tais como:

. História Diversas de Monteiro Lobato (7B).

. Mil e uma Noites, Contos Árabes, trad. Ferreira Gullar ( 7B, 8 A).

.Calvin e Haroldo , Os Dias Estão Todos Ocupados,de WATTERSON, Bill.   ( 7B)

.Várias Histórias, Machado de Assis ( 1 A, 1B, 1C, 1D).

. A Hora da Estrela , Clarice Lispector ( 1B)

. Dicionários e Enciclopédias .

. Internet.

METODOLOGIA: A sala de Leitura da escola serviu de apoio de encontros  com os alunos sujeitos. Lá com o apoio de Rosane Esteves, Profª da Sala de Leitura, foram feitas as leituras junto aos alunos semanalmente, no período da manhã, às terças-feiras e no período da tarde, geralmente às sextas-feiras.

Foram utilizadas várias técnicas para o ato da leitura: compartilhada, a professora lia para os alunos que ainda não dominam a alfabetização repetirem, escolha entre os pares desde que todos fossem chamados para ler, escolha pela professora, um aluno escolhe  outro de sexo oposto ao seu.

Havia um preparo anterior ou posterior da leitura em relação aos livros , muitas palavras foram pesquisadas na Sala de Leitura, em classe, ou em casa para facilitar a compreensão dos textos lidos.

Ao final da leitura de contos ou partes dos livros, houve muitas vezes debates sobre os temas apresentados com o intuito de desenvolver a oralidade, a argumentação, a observação, a interação entre os alunos.

Resultados:

A-    Das dificuldades:

1-      Indisciplina, conversa entre alunos, agressões verbais entre alunos e às vezes, ao se dirigirem ao professor, recusa de ler ;

2-      Alguns alunos não leem sem que a professora leia antes um trecho para eles repetirem. Foram observados que de quatro alunos da 7B que precisavam dessa técnica , todos superaram essa dificuldade e agora todos leem fluentemente. Já no 8º ano A, havia dez alunos com a mesma dificuldade, todavia cinco leem no momento com mais fluência. No Ensino Médio, apenas três alunos necessitavam dessa técnica, mas atualmente há apenas um.

B-    Das Palavras desconhecidas

Foram pesquisadas até o presente momento 458 palavras nos livros lidos, sendo que 259 são de Várias Histórias ,de Machada de Assis,100 palavras são de Histórias Diversas, de Monteiro Lobato,49 palavras pertencem ao livro Hora da Estrela, de Clarice Lispector e 40 palavras de Mil e uma Noites, trad. De Ferreira Gullar,10 palavras de Calvin e Haroldo.



Comentários:

É notório que houve um enriquecimento vocabular dos alunos que passaram pelo processo de leitura e pesquisa, entretanto, observa-se que na média de seis turmas , em um total de 210 alunos, dezessete alunos apresentaram mais dificuldade no ato de leitura , fator que é relevante no momento da execução de provas como APP- Aprendizagem em Processo e demais avaliações executadas em classe, pois esses alunos não conseguem ler sozinhos textos longos.

Vale lembrar que o comportamento do aluno influi na aprendizagem, uma vez que muitos estão mais preocupados em observar o que há no celular que seguir o texto na íntegra e que nem sempre são os mesmos alunos que se recusam a ler, depende dos humores, e das vontades deles no momento da leitura e do interesse pela nota bimestral.

Essa prática de leitura no meio escolar é vital para que o aluno perceba que nada é isolado, que as histórias podem enriquecer o seu  conhecimento, possibilita soluções internas, psicológicas por identificação com os problemas encontrados nos textos , principalmente quando ocorrem discussões em final de leitura de contos. Também  o aluno tem oportunidade de obter contato com realidades que fogem à sua  e fazer pontes entre as várias disciplinas estudadas na escola.

O sétimo ano-7B  é a classe que mais rendeu em leitura, pois terminaram Histórias Diversas, mas continuam lendo Calvin e Haroldo e Mil e uma Noites.

O 8oitavo ano- 8 A – leu 131 páginas até o momento, apresenta uma turma com mais dificuldades de leitura.

No Ensino Médio – 1 A,C,D leram oitenta páginas até o momento de Várias Histórias.Já o 1B terminou de ler Várias Histórias e leem no momento A Hora da Estrela.                   ]



REFERÊNCIAS



ASSIS, Machado. Várias Histórias. Clássicos. São Paulo, Escala Educacional,2008.

GULLAR, Ferreira. As mil e uma noites. Trad. Ferreira Gullar, Rio de Janeiro, Renan , 2010.

LISPECTOR,Clarice.A Hora da Estrela.Rio de Janeiro, Rocco, 1998.

 LOBATO,Monteiro. Histórias Diversas.Ilustrações Elisabeth Teixeira, São Paulo, Globo,  2011.

WATTERSON, Bill. Os Dias Estão Todos Ocupados, As Aventuras de Calvin e Haroldo. Tradução de Alexandre Boide. Ed. Abril, 2011

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Projeto de leitura - Contos de Fadas






Na sala de Leitura da Escola Estadual Caetano de Campos, a Professora Vera Lúcia  Grando vem desenvolvendo, neste ano de 2015 , com o auxílio da Prof.ª da sala de Leitura, Ana Junqueira um projeto de leitura de Contos de Fadas  com a classe de 7º ano A.
Foram estabelecidas duas aulas semanais de leitura, embora possam ocorrer fatores que prejudiquem   essa frequência, como feriado, planejamento, reunião de pais e mestres, eventos....
O livro Contos de Fadas de Perrault, Grimm,  Andersen e outros é o objeto de estudos e leitura dos alunos, tendo em vista a fruição, a interpretação, a posição do leitor como sujeito no diálogo estabelecido entre   autor/narrador e leitor/aluno , além da busca de vocabulários para ampliar o universo linguístico  da forma  escrita , em especial , a ortografia e os sentidos múltiplos que um termo pode ter conforme o contexto e situação, no qual foi aplicado.
No primeiro dia de contato com o livro, a professora Vera fez a apresentação do livro interagindo com os alunos em um processo de perguntas, respostas e apontamentos, de forma a explorar   os elementos constituintes do livro: capa, editora, autor,   ano  e local da publicação. A seguir, explicou as diferenças entre os autores das várias épocas, sinalizando os contextos da História e Geografia. Além disso, comentou qual o papel de um tradutor, pois o livro foi traduzido por Maria Luiza X. de A. Borges, editora Zahar.
A primeira leitura , Um eterno encantamento, apresentação do livro feita por Ana Maria Machado, foi compartilhada, todos os alunos tiveram a oportunidade de ler , todavia houve alunos  que se recusaram a fazê-la, ou por timidez ou por vergonha, ou por falta de domínio das letras. Fez-se   a pesquisa do vocabulário desconhecido, a interpretação do texto, o levantamento do conhecimento prévio a partir do aluno sobre o que é um conto de fadas. E por  último , observou-se que a apresentação de Ana Maria machado é do gênero relato, o qual é inserido no caderno do aluno do 7º ano  escolar.

Os contos de Charles Perrault foram  lidos na sala de Leitura e a partir deles, houve um levantamento de  vocábulos desconhecidos e procura de palavras escritas com ss, rr, nh, , x, z, g, lh, . Pediu-se para cada conto uma letra. Os alunos gostaram muito dessa atividade, pois além de procurarem, observarem e anotarem, ganhavam um ponto de participação  a cada cinco palavras encontradas.
Na sala de aula, os alunos trabalharam interpretação e escrita:
1-Criaram uma moral da história para o conto Cinderela ou o Sapatinho de Vidro.
2- Responderam à pergunta “ O que você faria se seu pai ou sua mãe quisesse se casar com você?” , após a leitura do conto Pele de Asno.
3- Fizeram a reescrita do conto O Gato de Botas ou O Mestre Gato.
4- Para o conto O Pequeno Polegar , fez-se a pergunta o que você faria se estivesse no lugar de Polegar  e tivesse as botas voadoras? Os alunos produziram um texto dando um desfecho diferente daquele ocorrido no conto, a partir da escrita oferecida pela professora: Se eu fosse Polegar...
5-Produziram uma notícia a partir do título oferecido pela professora “ Lobo faz mais uma vítima “ , depois da leitura de Chapeuzinho Vermelho.
6- Tiveram de encontrar uma solução para a esposa de Barba Azul, dando continuidade a este texto: A mulher esperava os irmãos, mas eles não chegaram a tempo, pois Barba Azul, estava com o cutelo no ar para cortar a cabeça dela, foi quando....

Finalizados os contos de Perrault, os quais tinham um fundo moral mais severo, haja vista que era a Idade Média e os contos tinham também um caráter educativo, leu-se o conto A Bela e a Fera , de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont.
Desta vez, foram pesquisadas palavras que apresentassem a letra j e foi produzido um texto individual  a partir do texto oferecido,:
Quando cheguei ao Palácio da Fera, senti...Daquele momento em diante, uma previsão sobre o meu futuro.....

Jacob e Wilhelmen Grimm foi o terceiro momento de leitura de contos de fadas. Foram lidos mais três contos antes de acabar o primeiro semestre. E as letras sc, ç e u foram os itens a ser pesquisados nesta etapa. Para o conto A Bela Adormecida, foi feita uma recuperação dos fatos aleatoriamente. Cada aluno deveria dizer uma palavra ou frase ou passagem do conto. Para Branca de Neve, foi solicitado uma reescrita , mas o aluno deveria relatar os fatos , pois participou da história. Para o Conto Chapeuzinho Vermelho, houve uma pesquisa comparando as diferenças entre as narrações de Perrault e irmãos Grimm, por exemplo bolinho com potinho de manteiga x bolinhos e garrafa de vinho para vovó;  lobo come vovô e Chapeuzinho e a história se acaba versus  avó e Chapeuzinho são retiradas da barriga do lobo pelo caçador.



 Texto redigido por Vera Lúcia Grando

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A Máquina de Costurar


a máquina de costura
aquela máquina de costura antiga
era usada pela minha avó
para remendar as roupas dos filhos
as mãos da minha mãe herdaram
a máquina, agulhas e linhas
e aprenderam a coser vestidos
eu era a neta que rasgava roupas
de tanto correr pelo sítio
eu era a filha que desfilava vestidos
diante de vários moços que me pretendiam
era 1970
escolhi o meu marido e tive três filhos
hoje, a mais velha
não pega em agulha nem em linha
não se casou e nem quer
mas sabe como ninguém tirar fotos
daquela máquina antiga


Cristiane Grando


la máquina de coser
aquella máquina de coser
la usaba mi abuela
para remendar la ropa de sus hijos
las manos de mi madre
heredaron la máquina, las agujas, los trazos
y aprendieron a hacer vestidos
yo era una nieta que se deshilachaba
las ropas
de tanto andar corriendo por ahí

yo era una hija que se deshilaba
los vestidos
frente a los muchachos que la pretendían
como era 1970
elegí marido y tuvimos tres hijos
hoy, mi hija mayor
no puede ni con la aguja ni con el trazo
no se casó ni quiso
pero mejor que nadie toma fotos
de aquella máquina antigua


Traducción: Dante Medina


Ti guiiba’ ni riguiba lari
Xahuelá’ guppa ti guiiba’
ni riguibaa lari
nee guiiba’ quee rusichaaguii’be xhaba ca xhiiñi’
jñaa bianane guiiba’ que
nee buuxha’, nee ni caa lu guiichi’
nee bidsiidi’ca’ guunica xaba ca xhiiñi’.
naa ngá xhiiñi’gaana’ xahuelá’ nee nade
ngá raca xabá’
ti qui riua’dxie siá’ nee guidubi dxi canahuxhooñé’
Naa ngá xhiiñi’ jñaa ni runé’de
guidubi xabá’
lu ca ba’du’ xcuidi ni riguiteniá’
yaca lu idsa tobi ga’ gadxe chii
bichaaganayá’ nee gúpaduu chonna ba’du’
yanna dxi, baadu’ dxa’pa’, lu goola xtiné’
qui ganna gucaa lu gui’chi’
qui nichaaga na’, xacalaadxi’
guaxié’ binni rutiee lu guichi’
Xtii’ dxá guiiba’ yooxho’


Traducción al dsaapoteco[1] [zapoteco]: Antonio Toledo


[1] Dsaa (zaa): movimiento, normalmente las nubes siempre están en movimiento continuo, de ahí que tomen como nube el primer término de la vocablo. La segunda parte del vocablo es pochtécatl, del háhuatl, comerciante.
De manera que el término zapoteca en su traducción literal tiende a significar vendedor ambulante, vendedor en movimiento o vendedor que no está en un sólo sitio. Que lo único que tiene que ver con las nubes es la manera en que se desplaza de un punto a otro. Erróneo es que quieran seguir manteniendo la idea que el zapoteca son hombres que descendieron de las nubes.


la macchina da cucire
quella macchina antica da cucire
la usava mia nonna
per rammandare i vestiti dei figli suoi
in eride, le mani di madre mia
hanno ricevuto quella macchina, gli aghi ed i fili
i vestiti,li hanno imparato a cucire
io ero la nipotina che stracciava gli indumenti
di tanto correre per la piccola fattoria
anch’io ero la figlia che sfilava
davanti tanti ragazzi che mi desideravano
era Il 1970
ho scelto mio marito e ne ho fatto tre figli
oggi, la più grande
non prende in mano ne ago ne filo
non si sposò ed ancora non lo vuole
però sà come nessuno scattare delle foto
di quella antica macchina da cucire


Traduzione: Vera Lúcia Grando


la machine à coudre
cette machine à coudre là
l’utilisait ma grand-mère
pour recoudre les vêtements de ses enfants
les mains de ma mère
ont hérité la machine, les aiguilles, les traits :
elles ont appris à faire des robes
j’étais une petite fille qui se déchirait
les habits
à force de courir partout
j’étais une fille qui défilait
avec ses robes
devant les garçons qui la prétendaient
il était 1970
et j’ai choisi un mari et j’ai eu trois fils
aujourd’hui, ma fille aînée
est nulle avec l’aiguille et nulle avec le trait
elle ne s’est pas mariée et elle n’en veut point
mais mieux que personne elle prend des photos
de cette antique machine là


Traduction : Dante Medina

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Apresentação no Fórum da Mackenzie


IMPACTOS NA FORMAÇÃO DE ALUNOS NA ESCOLA

 A escola seria um lugar magnífico se tivéssemos somente alunos interessados, compenetrados, pesquisadores natos, calmos, admiradores do conhecimento, alunos comprometidos com a cidadania, com o futuro da humanidade, o que seria o ideal de perfeição para a sociedade. Todavia, vivemos em um universo em que os valores das últimas décadas formam um bolo de comportamentos rolando como bola de neve em ritmo desenfreado e sem rumo, em forma de espectros. Não sabemos o final da linha de chegada, sabemos que devemos caminhar, ensinar, acreditar .

Nesse intuito de ensinar, podemos gerar conflitos entre  alunos e professores, uma vez que o valor agregado à ética, muda no espaço e no tempo, bem como os valores de amizade, namoro, casamento, família e religião. A realidade do aluno pode  ser diversificada da realidade do professor a ponto de não se encontrar um ponto em comum para formar um amálgama, um liame para se dar o início da aprendizagem, ou de uma relação propícia para a formação. Os conceitos sociais, na atualidade, no bolo de comportamentos, muitas vezes ofuscam os valores das instituições de ensino, pois estas passam, cultivam seus valores e tentam perpetuá-los sempre. Entretanto, as tecnologias, o modo de viver fora de tais instituições projetam suas forças de modo a trazer o caos para elas: descrédito nas instituições de forma generalizada,alguns alunos chegam à escola alcoolizados,  drogados, agressivos, alguns são traficantes, desinteressados.... Essa força é tão forte que geralmente interfere na aprendizagem dos alunos interessados, chegando a desestimulá-los ou  desistir de ser um aluno comprometido com a aprendizagem.

Em vista desse panorama, podemos dizer que o impacto se torna, às vezes, a opção, a técnica para o despertar um aluno para um determinado assunto, pois as transformações  dos seres humanos são causadas por tomadas de consciência, as quais nem sempre vem de uma aprendizagem calma, tranquila, pela admiração ou gosto, mas sim de impactos, sustos, espantos, incômodos.

Durante o ano de 2013, o grupo do PIBID do Mackenzie da área de Letras contribuiu para esse despertar na Escola Estadual Caetano de Campos, e eu como supervisora, pude observar alguns efeitos, principalmente em relação ao grupo que trabalhou em classe comigo a produção textual .Foi proposto aos alunos de sétimos anos, sextas  séries,  a confecção de uma notícia escrita a respeito da morte de Olívia, personagem do livro “Olhai os lírios do Campo”, de Érico Veríssimo. Nem todos os alunos fizeram-na, mas aqueles que aceitaram a proposta leram-na a seguir para a classe. Vale lembrar que o desfecho de morte de Olívia teve um final e contexto diferente nos trabalhos apresentados, pois até naquele momento, sabia-se que ela havia morrido, mas não era de conhecimento dos leitores a causa da morte, somente que ela não sobreviveu  à uma cirurgia.

           

A escola passou por duas fases de avaliação  governamental e aproveitamos para verificar a capacidade leitora dos alunos.

           

      Em relação ao item notícia trabalhado por e pelo grupo do PIBID,observamos que os alunos dos sétimos anos aprenderam a identificar o gênero notícia, sabem encontrar o título, o lide, o tema, os fatos e,  o local de acontecimentos com grande êxito. Eles têm a habilidade e capacidade leitora do gênero notícia, todavia no momento da réplica, foram poucos aqueles que  conseguiram empregar as características, os elementos organizacionais da notícia. A maioria dos alunos  utilizaram o tema corretamente, entretanto alguns se esqueceram do título, apenas um fez o lide, poucos deles começaram com o verbo no presente e deixaram os fatos na atualidade, porque conhecem mais a estrutura do conto que da notícia.

      Além disso, na relação com o texto escrito, assumiram o papel da reescrita do texto “A velha contrabandista”, de Sergio Porto , Stanislaw Ponte Preta. Alguns elaboraram resumos, outros reescreveram a mesma história, introduzindo diálogos, outros deixaram o texto longo, ou mudaram o desfecho, o que seria uma estilização do autor. Neste caso, o  aluno procurou estilizar o autor, elaborar o seu texto, mas não atingiu a capacidade leitora do fazer notícia. Foram poucos os alunos que  mostraram uma ampla noção da norma culta, uma vez que copiaram palavras do texto original e reproduziram de maneira ortográfica diferente , por exemplo, a palavra velha foi escrita vela , velinha, velia. Nota-se que eles não se apropriaram do som /lh/ som que apareceu em línguas neolatinas com o processo de evolução das línguas,mas inexistente nas falas caipiras, preservadas da língua, antes de sua modernização . Ainda há muitas discordâncias gramaticais verbais e nominais. A coesão e a coerência foram prejudicadas no que tange à clareza dos textos e liames, ligações das palavras e pensamentos na produção textual. Os parágrafos não foram bem distribuídos, nem bem coesos.

      Em suma, os alunos, produtores de seus textos, manifestaram no nível discursivo a práxis individual e social. À medida que se escolarizam mais se apropriam mais de um discurso mais próximo ao do nível padrão. Suas falas e escritas transitam nos diversos níveis de aprendizado escolar.







quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Mostra Cultural 2013- Caetano de Campos




 


 



 



 




 




 







 




 









 






 


 





 



 


 



 











 








 



 


























Olhai os lírios do campo- Érico Veríssimo


 

Profª Drª Vera Lúcia Grando

 
Os falares educacionais percorrem eixos diacrônicos e sincrônicos da fala, pensamentos de esquerda, de direita, teorias iluministas, marxistas, behavioristas, piagetianas, freudianas, de Darwin, de Vygotsky, de Skinner, de Chomsky, Roxane Rojo, Joaquim Dolz, Bahktin dentre  muitos outros. Despertam adversidades, estabelecem amálgamas, tentativas de  rupturas com um passado educacional, mas ao mesmo tempo há retomadas de teorias e comportamentos.

Mediante um espectro de metodologias, ainda profissionais da Educação caminham por labirintos em relação à questão de ensino-aprendizagem. Nela, tudo é medido, mensurado, mas os resultados sempre colocados na mídia, em especial, no Brasil,  mostram-se aquém do esperado pelo sistema mundial, pois índices apontam qualidade baixa de ensino.

 Os professores, educadores, pesquisadores, visando a um novo cenário educacional no Brasil, buscam  novas tecnologias e alternativas , tentam novas maneiras e olhares para a práxis educacional. Para isso, além de cursarem programas de pós-graduação, pesquisarem, frequentarem cursos de formação, podem receber bolsas concedidas por Órgãos Governamentais, bem como de Fundações e Institutos Privados.

 A Universidade Presbiteriana Mackenzie faz parte do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência- PIBID, oferecido pela CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e fez parceria com a EE Caetano de Campos- Aclimação, localizada em São Paulo, para estabelecer um local para seus alunos bolsistas do PIBID, do Curso de Letras da Mackenzie, desenvolverem atividades educacionais com o intuito de colaborar com o ensino-aprendizagem na Caetano de Campos, na área de Língua Portuguesa.

A Escola Caetano de Campos é a antiga  Escola Normal Caetano de Campos fundada inicialmente em 16 de março de 1846  e funcionava no prédio anexo à Catedral da Sé velha . Foi transferida para a Praça da República para o edifício projetado por Antônio Francisco de Paula Sousa e Ramos de Azevedo inaugurado em 1894 onde atualmente está instalada a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. A escola ao sair desse edifício, em 1978 foi transferida para o bairro da Aclimação, em uma edificação moderna, situada no antigo terreno e prédio da Faculdade de Veterinária da Universidade de São Paulo.

Atualmente, a escola em sua proposta pedagógica  fundamenta-se na lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional- LDB 9.394/96, na Constituição Brasileira, no Estatuto da Criança e do Adolescente, no disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais- PCN e no Currículo da Secretaria de Estado de Educação . Seu quadro de estudantes se alterou, pois não são mais  normalistas a estudar e levar o conhecimento para o restante do Brasil, mas um lugar ocupado e vivenciado por alunos, cerca de 1800, da capital e provenientes de várias regiões do Brasil, em particular,  do nordeste. Trazem cada um em seu bojo, as marcas da linguagem que os distinguem, quer pela renda da classe média àquela ao limite da miséria, quer pela fala em que se notam as diversidades de experiências sociais, do conhecimento e língua falada e escrita.

 

Leitura de Livro na Escola

 

Pensando na diversidade cultural, a professora Vera Lúcia Grando  sentiu a necessidade de desenvolver um trabalho, o qual englobasse leitura e escrita com o objetivo de ampliar a competência da capacidade de leitura de mundo de seus alunos e oferecer-lhes algumas técnicas e aperfeiçoamento de habilidades  para que se tornem leitores e protagonistas e que possam exercer sua cidadania . Pesquisou na Sala de Leitura da escola a oferta de títulos. Dentre eles havia um livro apenas que possuía exemplares o suficiente para duas classes “Olhai Os Lírios do Campo”, de Érico Veríssimo. Este livro também foi recomendado pela coordenadora da época Lielza  Letechebere, uma vez que nele há  o gênero textual “memória” e o livro relata as memórias do personagem  Eugênio, quando se encontrava na fase adulta.. Esse gênero é apresentado no caderno do aluno do 7º ano, 6 série, V.1, fato que favoreceu a escolha do livro.

Os exemplares  foram distribuídos para  duas classes em que a Professora Vera leciona, 6ª A  do curso matutino e 6ª C do curso vespertino. A sexta série C contou com a colaboração de alguns alunos do Curso de Letras,  da Universidade Mackenzie, uma vez na semana, em uma aula: Camila Nogueira, Camila Concato, Palloma Dos Santos , Rodrigo Sillhos.

Logo nos primeiros dias de aula do primeiro bimestre, foram distribuídos os exemplares para os alunos. Os alunos ficaram contentes com a iniciativa de leitura de livro em classe.

A professora Vera, seguindo a visão de Roxane Rojo entre outros, no que concerne à capacidade de leitura e às técnicas de abordagens ,   começou fazendo a ativação de conhecimento de mundo por meio da análise dos elementos paratextuais da capa,contracapa,folha de rosto, uma checagem de conhecimentos prévios acerca do título e dos desenhos contidos nele, perguntando-lhes  que pistas a capa/suporte dava para o conhecimento   do gênero que seria estudado. Muitos alunos responderam às perguntas dizendo que talvez se tratasse de uma história que retratava  personagens do campo, mais precisamente de uma história de amor.

Fizemos a leitura compartilhada dos prefácios, um de Flávio Loureiro Chaves, Doutor em Letras, e outro do próprio autor Érico Veríssimo, escrito em 1966 e investigamos se eles já conheciam o autor e se haviam lido algum título apresentado nos prefácios, ao que responderam que o sobrenome não era estranho e que não tinham lido sequer um título ali  mencionados .

Começamos a leitura compartilhada do livro por fruição. Cada um lia um parágrafo. Inicialmente, os alunos reclamaram do vocabulário e da dificuldade de ler as palavras, mas entenderam  que se tratava de um livro de memórias. Depois de três semanas, passamos a deixar a leitura a critério do aluno, o qual  lia o quanto quisesse. Alguns alunos queriam ler duas, três páginas e outros apenas um parágrafo. A seguir, passamos a ler uma página para cada aluno, determinando a leitura pelo número de chamada de modo que aquele que quisesse treinar a leitura em casa poderia se preparar mais para ler em classe. Por fim, cada um lia  uma página sem ter que determinar antecipadamente. Notou-se uma melhora sensível e gradativa. Não terminamos de ler o livro em classe. A sexta-série A está um pouco mais adiantada, pois de um total de 285 páginas foram lidas 221 páginas enquanto na sexta-série C   foram lidas 146 páginas ao longo do primeiro semestre.

            A professora titular Vera Lucia, trabalhou  filmes para que os alunos pudessem compará-los com o livro aproveitando para fazer as capacidades de leitura em relação à localização de informações, elementos da narrativa, às comparações de informações, vivências semelhantes ou diferentes por parte dos alunos, às generalizações, impressões e síntese do texto, às inferências locais, análise semântica e levantamento de dados, estudo da língua, às percepções de relações de intertextualidade e interdiscursividade, partes ou palavras do texto e, produção de textos e intertextualidade.

Narradores de Javé, dirigido por Eliane Caffé  apresenta relatos, memórias. Os alunos perceberam essa intersecção com o livro que traz memórias da personagem Eugênio, além de de ser um tópico do caderno de aluno, 7º ano, v.1 a ser estudado. Vejamos abaixo um exercício de compreensão trabalhado em classe e postado no blog da escola www.aposaaula.blogspot.com .

 

Exercícios elaborados pela Profª Vera Lúcia Grando

1- O livro de ´´Erico Veríssimo é uma narração:
(  ) de fadas.
(  ) de contos maravilhosos.
(  ) de ficção cinetífica.
(x) de memória.

2- Justifique a sua resposta:
R-O narrador narra a história e ao mesmo tempo deixa  a memória e os  pensamentos  do personagem Eugênio fluírem .

3- Cite o que você sabe sobre Eugênio até a presente leitura.

a) Criança: Provém de uma família pobre e tinha muita vergonha de suas vestimentas e famíllia. Sempre teve complexo de inferioridade, entretanto era muito inteligente e estudioso.

b) Adulto: Eugênio é de origem pobre, porém se casou com uma moça rica, Eunice. Estudou Medicina. Amava Olívia desde o tempo da faculdade. Teve uma filha com Olívia, dado que ficou sabendo após o seu casamento por interesse. Está a caminho do Hospital, pois foi chamado urgentemente,pois Olívia estava prestes a  morrer.

4-Em qual pessoa está a voz do narrador?

R- Em 3ª pessoa .

5- O narrador é:
a-(x) onisciente - tudo sabe e comenta.
b-( ) personagem - conta e participa.
c-( )observador- só narra.

Narradores de Javé X Olhai os lírios do campo

material preparado pela profª Vera Lúcia Grando


1-  Leia a página 7 da postila v.1 ,7º ano, o item " Para saber mais".A seguir, comente se gostou do filme Narradores de Javé, dirigido por Eliane Caffé.Justifique sua opção.

R. Resposta Pessoal

2- O narrador do filme é:

(x) Personagem, pois conta e participa da história.
( )Observador, porque apenas conta a história.
( )Onisciente, porque conta e julga as personagens.

3-Aponte sobre os narradores do filme e do livro "Olhai os lírios do campo":

a- Semelhanças: Os dois contam fatos ocorridos dentro de um determinado contexto , espaço, tempo.
b- Diferenças: No livro, o narrador está em 3ª pessoa, é onisciente, pois sabe tudo a respeito de seus personagens. Podem-se confundir os relatos de 1ª pessoa da personagem Eugênio com o narrador, uma vez que é dada a voz para a personagem falar.
No filme, o narrador fez parte do enredo do filme.

4- Citem expressões que ouviram ou leram:

a- No filme: resposta pessoal ( Não sou pokemon de Jesus)
b- no livro: resposta pessoal ( carça furada no fiofó)

5-Se você estivesse no lugar daquele povo de Javé, o que faria?

Resposta Pessoal.

6- Como era o local, ambiente de Javé?
a- Pessoas:simples, mal cuidadas, religiosos, apegados ao local,
b- Roupas: feitas por costureiras locais, simples, até rotas.
c-Classe social: baixa.
d- Linguagem:Falar baiano, coloquial, com baixo calão empregado de quando em quando,a maioria das pessoas era analfabeta.
e- Ruas: falta de infraestrutura, sem asfalto, esgoto.
f- Clima : quente, tropical.
g- Hidrografia: Margeava  um grande rio que serviu de estação de barragem para a Usina Elétrica. Afundou Javé.

 

O segundo filme apresentado foi O Menino do Pijama Listrado, dirigido por Mark Herman deu aos alunos a noção do que foi o nazismo e quem era o Kaiser temido pela personagem Eugênio. Veja abaixo:


Após  de assistir ao filme "O Menino do Pijama Listrado", comente como a 2ª Guerra Mundial influenciou, transformou, modificou a vida de cada menino abaixo:

1- No filme O Menino do Pijama Listrado:

a-  Bruno:


b- Schmuel:

2- No livro Olhai os lírios do campo:

Eugênio:


3-De qual garoto você mais gostou? Por quê?

4- Escolha um dos garotos e aponte o que poderia ser feito para solucionar os problemas da vida dele.

Proposta elaborada pela Profª  Vera Lúcia Grando

 

O terceiro passado aos alunos foram, A Vida é Bela , de Roberto Benigni,complementou o filme anterior de Mark Herman, O Menino de Pijama Listrado e acrescentou a noção de fascismo.


I-Compare os dois filmes que você assistiu " O Menino do Pijama listrado e A Vida é Bella.

a- De qual filme você mais gostou? Por quê?
b- Os temas tratados nos filmes apresentam diferenças?Quais?
c-Os temas tratados nos filmes apresentam semelhanças ?Quais?
d- Qual era a raça que Hitler ( Kaiser na Alemanha) e Mussolini (Dulce- na Itália) queriam exterminar da face da Terra?
e- E qual era a raça que eles defendiam como pura?

II- No livro "Olhai os lírios do Campo", quem defende o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini? (P. 157 a 166/ 188 a 202)

 

III- Você concorda com esses ideais? Por quê?

IV- O que os meninos Schmuel e Giosué tinham em comum?

V- O que os meninos Schumuel , Giosué e Bruno tinham em relação à Guerra.

MATERIAL ELABORADO PELA  PROFª VERA LÚCIA GRANDO

 

O quarto vídeo apresentado aos alunos foi o  Documentário 1932, sobre MMDC e a Revolução Constitucionalista, material produzido pela SE, que permitiu uma introdução sobre Getúlio Vargas. Não tivemos tempo elaborar exercícios sobre o documentário, pois já nos encontrávamos na última semana de junho e as férias interromperam o nosso trabalho.

Além dos filmes, a professora  Vera fez pesquisas e   um paralelo sobre nazismo, fascismo, stalinismo, racismo para que os alunos entendessem esses pontos abordados no livro pelas personagens  e tivessem mais clareza sobre o contexto de produção do livro.

Também foi feito um levantamento de cinquenta palavras desconhecidas pelo grupo de alunos , uma média de seis grupos por classe, encontradas no livro. Os alunos gostaram muito dessa atividade. Outra atividade desenvolvida em classe foi a elaboração de trinta perguntas com respostas, um  trabalho em dupla. Notamos  nessa atividade que apenas quatro alunos não souberam fazer perguntas coerentes e responder de modo coerente.

Na volta, em agosto, na primeira semana, fizemos um jogo em classe. Dividimos as classes em grupos e cada grupo diria se o fato apresentado, referente à personagem Eugênio, pertencia à sua infância, à sua adolescência, ao período da faculdade ou á fase de adulta-médico. Nesse jogo os alunos puderam testar a memória individual e em grupo. De vinte perguntas apenas um grupo atingiu dez acertos (6ª A) os demais oito ( 6 A), seis (6C), cinco (6 A e 6C), quatro (6 A e 6 C), três ( 6 C).  Ressalva-se  ainda que não terminamos a leitura do livro.

            Professores  bolsistas do PIBID  desenvolveram  várias atividades em classe, 6C, as quais  contribuíram não só com o desenvolvimento de itens do caderno do aluno como também com a interpretação do livro : “Olhai os lírios do Campo”, de Érico Veríssimo . Iniciaram em classe com a releitura do primeiro capítulo do livro. Na semana seguinte fizeram uma revisão sobre o que é notícia , sua estrutura, abrangendo os seus vários segmentos e canais de comunicação e passaram alguns exercícios que foram corrigidos e entregues na semana seguinte.

            Em outro momento, propuseram a confecção de uma notícia escrita a respeito da morte de Olívia, personagem do livro. Nem todos os alunos fizeram, mas aqueles que aceitaram a proposta leram a seguir para a classe. Vale lembrar que o desfecho de morte de Olívia teve um final e contexto diferente nos trabalhos apresentados, pois até naquele momento, sabia-se que ela havia morrido, mas não era de conhecimento dos leitores a causa da morte, somente que ela não sobreviveu  à uma cirurgia. Esta tarefa também foi feita na 6ª A com a orientação da Professora Vera.

            Os alunos recortaram cartazes e pintaram seus microfones para o trabalho seguinte. Elaboraram uma entrevista para fazê-la ao vivo, seus entrevistados foram amigos, médicos, pais. Durante a apresentação alguns trabalhos foram filmados com as  devidas autorizações documentadas dos pais de alunos. A filmagem  ainda não foi apresentada à escola pelos bolsistas. Lembra-se que este conteúdo também faz parte do caderno do aluno , 7º ano. Vale dizer, que a 6{ série A também trabalhou a entrevista, porém não foram feitas as filmagens.

Depois das atividades mencionadas, trabalharam os gêneros música e poesia para Margaret, personagem do livro. Os alunos fizeram , leram , cantaram . por fim houve uma confecção de cartazes com fotos dos alunos trabalhando em classe , e um cartaz  representou o  bullying que Genoca sofreu na escola.

Foi também elaborada uma entrevista pela professora, na qual o aluno deveria entrevistar os pais ou alguém responsável por ele a respeito do aborto, pois no livro há a personagem Dora que fez aborto e morreu. Alguns  devolveram por escrito as entrevistas que fizeram oralmente .

           A professora também atentou-se para o fato do conhecimento dos alunos, quando trabalhou o texto de Mateus.6 .Notou que os alunos não conheciam a planta “lírio”. Foi quando buscou mudas no viveiro do Ibirapuera e as plantou na horta da escola junto aos alunos. Naquele momento, a professora solicitou que alguns alunos falassem aos demais os seus desejos para as plantas ali plantadas. Poderia ser uma poesia ou um oração também como um pensamento. Alguns se manifestaram, dizendo coisas boas, por exemplo: cresça e fique bonita! Que Deus de forças para crescer!

E nesta semana a professora estabeleceu um debate em classe, no qual o aluno deveria fazer uma escolha entre acusar ou defender a personagem Eugênio. Os alunos escreveram seus argumentos e diante dos colegas de classe tomaram a sua posição. Foram trinta e oito argumentos desfavoráveis à personagem Eugênio e seis favoráveis.

Na última fase do desenvolvimento da leitura, solicitamos a busca de palavras, em que houvesse dígrafos e encontros consonantais, verbos no presente, pretérito perfeito e imperfeito do indicativo.

 Assim terminamos a leitura do livro com a pesquisa de dados e retomada de conteúdos dados no início do ano e anos anteriores e confeccionamos cartazes sobre os itens pesquisados pelos alunos, tais como personagens que compunham a família de Eugênio Fontes ( Ângelo Fontes-pai, Alzira Fontes- mãe, Ernesto Fontes –irmão, Anamaria-filha,Olívia Mirante-amante, Eunice Cintra- esposa, Cintra-sogro);personagens do Columbia College e conhecidos de Eugênio:  Professor Mr. Tearle, Mário, Alcebíades, Acélio Castanho, Tulio Altamira, Isabel, Dora, D. Frida Falk, Hans Falk, Filipe, MC.Hyde, Coronel Tinoco, Simão Kantermann, D. Amélia, Aurora Mendonça, Sr. Dubov, Madame Dubov,Dr. Florismal; personagens médicos do livro: Eugênio, Seixas, Teixeira Tienes, Olívia Miranda,  Candia , Dubov e Jekyll-personagem do livro “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson ;personalidades mencionadas no livro: Cristo, Hitler, Mussolini, Stálin, Diego Riviera ( pintor), Wagner (músico) .Outros cartazes apontavam as características das personagens, por exemplo, Eugênio : o sentimento de inferioridade percorreu durante toda a sua vida, quando criança tinha medo do Kaiser,, foi satirizado pelos colegas, escondeu-se de seu pai no jardim para que ninguém descobrisse que ele era pobre, pois tinha vergonha de seu pai Ângelo e de sua pobreza, na adolescência ficou desapontado e envergonhado, quando um senhor inglês pediu-lhe que cuidasse de seu cachorro, já na faculdade, ignorou seu pai na rua quando estava em companhia de seu amigo rico –Alcebíades, sonhava com Olívia, mas queria ficar rico. Formado, casou-se com Eunice, mas teve amantes e uma filha com Olívia. Das suas paixões o dinheiro esteve sempre em primeiro lugar e Margareth, Eunice, Isabel foram paixões levianas, todavia seu verdadeiro amor foi Olívia, que era humana, médica que defendia a medicina socializada. Teve uma filha com Olívia, Anamaria, sonhadora, feliz, animada.

Os locais do livro também serviram  para a realização de cartazes: Rio grande do Sul, Porto Alegre, Megatério, Country Club, fazenda, Edelweis-bar, Edifício Hora, fábrica, Columbia College, Nova Itália, Vila de São Martinho, parque, Hospital, casas de personagens,  citação de Marrocos, França , Rússia, Alemanha e Itália.

Os temas apresentados nos cartazes foram os seguintes: A Medicina deve ser socializada?  Quarenta e sete alunos responderam que sim e dois que não. O que os senhores pensam a respeito de construção de megatérios? O que você acha sobre o bullying?  O que você pensa sobre o aborto? O dinheiro é mais importante que um grande amor? Você concorda com Matheus 6? O que pensa sobre a personagem Eugênio em “Olhai os lírios do campo”?  Em quase todas as respostas comentam-se  a pobreza e o sofrimento de Eugênio e que o autor soube fazê-lo, em apenas uma resposta diz-se  que ele foi fraco. Os alunos gostaram da personagem de Eugênio.É importante notar que na escrita, os alunos defenderam Eugênio, porém no debate, acusaram-no. Isso demonstra que os sentimentos deles pela personagens não ficaram bem definidos.

Em outubro foram apresentados os trabalhos na Mostra Cultural da Caetano de Campos.

Referências

 

MEC. Lei de Diretrizes e Bases- LDB, 1996.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua Portuguesa. Brasília:MEC/SEF,          1998.

ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP,2004. Texto apresentado em Congresso realizado em maio de 2004.

SE. Curso de Formação do Estado de São Paulo, 2010.

 SE.Currículo do Estado de São Paulo- Linguagens, Codigos e suas  Tecnologias,2010

SCHNEUWLY, B; DOLZ, J. "Os gêneros escolares – das práticas de linguagem aos objetos de ensino". In: Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado de Letras, 2011, p. 71) 

 

VERÍSSIMO, Érico.Olhai os Lírios do Campo. Companhia das Letras.8ª impressão,205.